Se Desassosegue também

Ilheense Desassosegado é onde se publica escritos por mim e nossos membros (traduções e/ou artigos de outros sites da Web) apresentamos artigos, fotos e outros para leitura, publicação ou uso Copyleft.
Todos aqui podem ter o interesse de aprender mais, cooperativamente e coletivamente. Nosso objetivo não é ensinar ou de ser tutor, mas o intuito é melhorarmos coletivamente, assistindo-se mutuamente e medrarmos através de um fluxo constante de informações. Acreditamos que "Information want to be free" (a informação quer ser livre) e tornamos ela livre através do corpo-a-corpo comunicativo emergido a partir do jogo educativo de modificações, disecagens, ajustes e discussões.
Enfim, tentativas frutíferas para compreender a tecnologia à nossa volta e dar novos propositos para ela, bem como inserir-lá nas visões criativas individuais. Discutir abertamente qualquer coisa e tudo em nossos artigos, e secções. Não venham esperando um tutorial gratuito na suas áreas de interesse pessoal ou você vai ficar desapontado. Lembre-se, isto não é um restaurante com congeladores abarrotados de conhecimento para que você simplesmente puxe para fora algo pro seu menu livre, mas sim uma pequena clareira nessa selva, onde uma enorme quantidade de missionários-eletrônicos, libertadores, artesãos-combatentes e mulheres entrem para compartilhar, intercambiar e difundir essas informações.
E encontrar-se, livre e/ou modificado depois disso.
Nada mais.
Bem-vindos ...

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Doidas e santas

Por Martha Medeiro

Vi este texto num site que não lembro da URL, e me identifiquei. Acho que esse tipo de pensamento não é muito difundido entre as mulheres daqui falsas santas que por medo dos vizinhos não fazem o que querem que chamo carinhosamente de "coronezinhas".

"Estou no começo do meu desespero/e só vejo dois caminhos:/ou viro doida ou santa". São versos de Adélia Prado, retirados do poema A Serenata. Narra a inquietude de uma mulher que imagina que mais cedo o ou mais tarde um homem virá arrebatá-la, logo ela que está envelhecendo e está tomada pela indecisão - não sabe como receber um novo amor não dispondo mais de juventude. E encerra: "De que modo vou abrir a janela, se não for doida? Como a fecharei, se não for santa?".
Adélia é uma poeta danada de boa. E perspicaz. Como pode uma mulher buscar uma definição exata para si mesma estando em plena meia-idade, depois de já ter trilhado uma longa estrada onde encontrou alegrias e desilusões, e tendo ainda mais estrada pela frente? Se ela tiver coragem de passar por mais alegrias e desilusões - e a gente sabe como as desilusões devastam - terá que ser meio doida. Se preferir se abster de emoções fortes e apaziguar seu coração, então a santidade é a opção. Eu nem preciso dizer o que penso sobre isso, preciso?
Mas vamos lá. Pra começo de conversa, não acredito que haja uma única mulher no mundo que seja santa. Os marmanjos devem estar de cabelo em pé: como assim, e a minha mãe???
Nem ela, caríssimos, nem ela.
Existe mulher cansada, que é outra coisa. Ela deu tanto azar em suas relações que desanimou. Ela ficou tão sem dinheiro de uns tempos pra cá que deixou de ter vaidade. Ela perdeu tanto a fé em dias melhores que passou a se contentar com dias medíocres. Guardou sua loucura em alguma gaveta e nem lembra mais.
Santa mesmo, só Nossa Senhora, mas cá entre nós, não é uma doideira o modo como ela engravidou? (não se escandalize, não me mande e-mails, estou brin-can-do).
Toda mulher é doida. Impossível não ser. A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem amor, a vida não vale a pena ser vivida, e dá-lhe usar nosso poder de sedução para encontrar "the big one", aquele que será inteligente, másculo, se importará com nossos sentimentos e não nos deixará na mão jamais. Uma tarefa que dá para ocupar uma vida, não é mesmo? Mas além disso temos que ser independentes, bonitas, ter filhos e fingir de vez em quando que somos santas, ajuizadas, responsáveis, e que nunca, mas nunca, pensaremos em jogar tudo pro alto e embarcar num navio-pirata comandado pelo Johnny Depp, ou então virar uma cafetina, sei lá, diga aí uma fantasia secreta, sua imaginação deve ser melhor que a minha.
Eu só conheço mulher louca. Pense em qualquer uma que você conhece e me diga se ela não tem ao menos três dessas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante. Pois então. Também é louca. E fascina a todos.
Todas as mulheres estão dispostas a abrir a janela, não importa a idade que tenham. Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Última Gota. Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira para ver quem está chamando lá fora. E santa, fica combinado, não existe. Uma mulher que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseje mais nada? Você vai concordar comigo: só sendo louca de pedra.

sábado, 4 de julho de 2009

Crise atinge Holanda

Qual o pré-requisito pra morar neste condominio?? Ter duas ou mais Ferraris na garagem??

Arte em frutas, pães e afins

Veja abaixo as esculturas feitas em pães e frutas ao redor do mundo...
O que seria do mundo sem os criativos!? E aqueles que têm paciência, saco e tempo livre o bastante para fazer essas!.




Cleepr



Para quem gosta de ver um bom “video clip” do seu grupo de música preferido, a Internet oferece serviços interessantes. Hoje em dia temos verdadeiros serviços de qualidade a mostrar os vídeos das bandas de música, mesmo sem elas ainda terem feito qualquer apresentação em público. O Desassosegado achou uma boa solução, com o site Cleepr. O serviço filtra e refina as pesquisas que pretende fazer sobre determinada banda de música, são então apresentados vídeo clips dos vários temas ficam depositados no YouTube, depois um preciosismo em ajax dá um aspecto mais… elegante à apresentação.

Semáforo Solar

O desperdício de eletricidade é tão grande e – infelizmente – tão natural na nossa sociedade que, todos os dias, presenciamos enormes gastos desnecessários de energia e nem sequer nos damos conta. Quer um exemplo? Semáforos! Afinal, eles passam 24 horas funcionando e não podem ser apagados em nenhum dia do ano.Óbvio que não estamos sugerindo que os faróis de trânsito sejam extintos das ruas, mas há alternativas para diminuir – e até mesmo zerar – o consumo de energia elétrica nos semáforos. O uso de lâmpadas LEDs no lugar das incandescentes, por exemplo, já está sendo adotado em diversas cidades do mundo – inclusive brasileiras – e diminui bastante o uso da eletricidade (as lâmpadas incandescentes consomem 100 watts, enquanto as LEDs, de 15 a 20 watts).A grande novidade, no entanto, está nas cidades de San Isidro, na Argentina, e Porto Príncipe, no Haiti, onde as lâmpadas dos sinais de trânsito também foram trocadas por LEDs, mas, ao invés de serem abastecidas por energia elétrica, são alimentadas por painéis solares. Além de cortar os gastos energéticos em 90%, se comparados aos faróis convencionais, os semáforos solares são 100% ecológicos e ainda ajudam a diminuir o trânsito das ruas onde estão instalados. Monitorados via satélite, eles funcionam a partir do sistema wireless de internet, o que permite que os técnicos do trânsito alterem, a qualquer momento, o tempo de cada farol, de acordo com o tráfego. A ideia ainda não chegou ao Brasil, mas a gente não vê a hora disso acontecer. Segundo dados da CET, só em São Paulo existem mais de 20 mil cruzamentos com semáforos. Dá pra imaginar o tamanho da economia?
*Foto do Governo Municipal de San Isidro

Dicionário na Web

Sempre que me deparo com uma palavra que não conheço - seja em português ou outra lingua - fico puto querendo saber seu significado. Talvez isso seja a mesma 'furada' pra muita gente. Se depender do Dessasosegado seus problemas acabaram. Acessem alguns tipos de dicionário que a Michaelis junto com o UOL disponibilizaram gratuitamente. No endereço Dicionários Michaelis, há dicionários em várias linguas disponíveis. Vai no Google e verifiquem que existem outros também.

Pesquisa F/Radar sobre a Internet no Brasil

Saiu a pesquisa F/Radar sobre a Internet no Brasil, os dados foram extraídos entre os dia 14 a 16 de Agosto de 2008, com brasileiros de todas as idades e classes sociais. 60% dos entrevistados moravam no interior do país e 40% nas capitais. Alguns dados são animadores e outros digamos assustadores, por exemplo, quanto maior a renda ou escolaridade, maior o tempo de acesso, a frequência de utilização e maior é a expressão por meio da Web (conteúdos em Blogs, páginas pessoais) . Isto é uma distorção do caraí que não podemos fechar os olhos. Com a banda larga mais estreita do mundo até que estamos bem com a internet, somos o povo que mais tempo fica comectado. Nunca na história desse país se acessou tanto a Web. Vamos a alguns dados da pesquisa.
  • 48% acessam a Internet em 2008, em 2007 eram38%.
  • 52 % não acessam a Internet, em 2007 eram 62%
  • 81% tem entre 16 e 34 anos.
  • 92% dos usuários são do ensino superior.
  • 76% pertencem as classes A/B.
  • 21% tem banda larga, 8% acessam por via discada e 71% não possuem.
  • Somos 64,5 milhões de internaltas. (Proporsionalmente é 5 vezes mais que os EUA).
  • 28 milhoes de Brazucas tem Banda Larga em casa. (Classe A/B 52% e classe C 13%).
  • 24,5% acessam a Internet todos os dias.
  • 48% são considerados heavy users.
  • 28 acesssam de LAN House, 23 acessam de casa, 21 na casa de amigos ou parentes e10% na Universidade.
  • 48% dos brasileiros Classe C acessam a internet, crecimento de 10% comparados à 2007.
  • 51% utilizam a Web para se informar, 23% para se relacionar, 20% para se entreter, 3% para trabalhar.
  • 87% navegam pelo menos 1 vez na semana.
  • 11% já fez sexo com alguém que conheceu na Internet.
Mais no endereço http://www.fnazca.com.br/pesquisafradar/

Shii - O Wii para mulheres

Depois do sucesso do Nintendo Wii está previsto o lançamento mundial do 1º videogame fabricado exclusivamente para o público feminino, o Shii. Com uma ampla gama de jogos inéditos prometendo agradar a mulherada. Olhem alguns títulos no vídeo abaixo. Boa diversão...

sexta-feira, 3 de julho de 2009

A campanha Fora Sarney rendeu frutos

Vejam essa vídeo que é uma pérola. Sobre a lama do agora ex-presidente do Senado fila da p***., José Sarney. Uma sátira com o The Führer - Adolf Hittler, no filme Der Untergang (As Últimas Horas de Hitler). Ri muito com essa. - mais um viva ao Youtube. Assistam e comprovem.


Explorando The Meatrix

Taí o que faltava, completando o ciclo sobre o NWO do Desassosegado e sobre um novo modo de vida pra garantirmos um futuro saudável e sustentavél. Agricultura Corporativa não é saudável, e ainda se vende essas 'junk foods' como alimentos saudáveis. São essas propagandas lá vai o diabo do marketing novamente de 'suco de fruta' contendo soja e ainda vem naquelas AntiEco caixas TetraPak. Isso é saudável, natural?? Puta que o pariu... E os alimentos fabricados com aspartame e tudo mais??? Não aguentei mais e parei. Hoje em dia só como comida natural mas, lógico que sempre que dá fujo a regra quem aqui resiste a feijoada, churrasco, batata frita e outras gulodises, pois como Budha filosofou sobre "o caminho do meio"e é isso que rola comigo agora. Chega vejam o vídeo aí abaixo...

segunda-feira, 29 de junho de 2009

E se os Sistemas Operacionais fossem mulheres?

Linux é uma mulata gostosona mas meio feia de rosto com quem voce tem que conversar horas no boteco sobre ecologia e o embargo a Cuba antes de levar pra cama.Mac é uma patricinha, linda mas cheia de vontades, só sai com quem tem carro importado. Todo mundo admira mas poucos tem acesso.

Windows XP é uma baixinha ninfomaniaca que bebe demais, vomita no seu sapato e desmaia na porta do quarto. Todo mundo pega, mas na hora H falha.

Windows Vista é a mesma baixinha de salto plataforma, implante de silicone e um amigo gay que nao desgruda dela e não deixa ela beber tanto. Mais bonita que a XP, mais segura, mais complicada, mas no fundo é a mesma coisa.

Arnaldo Jabor

Grafites Alucinantes

Alguns gratifes feitos ao redor do mundo que são ultra bem feitos. Feitos em faixadas e em muros das ruas...


Mais em:
BLOG PHOTOPOST

Rio será primeiro estado 100% coberto por banda larga gratuita, diz Cabral

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, afirmou nesta sexta-feira, 26, que o estado será o primeiro totalmente coberto com internet em banda larga gratuita, ao inaugurar o serviço nos bairros de Ipanema e do Leblon, do secretário de Ciência e Tecnologia, Alexandre Cardoso.

Os moradores de Copacabana, da Favela Dona Marta e da Cidade de Deus já tinham acesso à internet em banda larga gratuita. Segundo Cabral, em pouco tempo, o serviço será estendido à Rocinha e à Baixada Fluminense. Na avaliação do governador, o Rio vem fazendo uma revolução silenciosa, ao promover a inclusão digital gratuita. "Hoje as nossas escolas já estão quase todas com acesso gratuito ao serviço da internet em banda larga e são ícones de inclusão digital", disse durante solenidade realizada na Praia de Ipanema, na zona sul da cidade.

Segundo Cabral, o governo fluminense já dispõe dos R$ 4,5 milhões necessários para levar o serviço gratuito ao subúrbio a partir da Avenida Brasil, abrangendo todas as comunidades adjacentes. "É uma alegria muito grande que o Rio de Janeiro possa se transformar muito rapidamente na cidade da inclusão digital. E o estado também, com a Baixada Fluminense e o interior. É uma revolução."

A Coordenadoria dos Programas de Pós-Graduação e Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ) é responsável pela parte técnica do programa Orla Digital. As informações são da Agência Brasil.

domingo, 28 de junho de 2009

10 músicas em versões Nerd

Achei essa no Blog do Cassano.
10 músicas em versões Nerd

1. Pen drives me crazy
2. Rock around the overclock
3. Quando o Sun bater no Windows do teu quarto
4. Backup (Yesterday)
5. Flashdance, Flexdance e Javadance
6. Another Wii in the Wall
7. Me apaixonei pelo avatar errado
8. We will iPod you
9. Opera Mobile do Malandro
10. F1! (Help!)
Adotei em minha casa desde 2007 o 'esquema' de neutralizar o carbono emitido por nós - isso mesmo, minha casa é carbon free. Ainda temos muito o que fazer aqui em casa com relação ao consumo, desperdício, o lixo e etc... Mas vou dar um how to pra vocês usar o mesmo método na casa de vocês e façam da sua casa carbon free também.
1º - Acesse o site Iniciativa Verde, e com a Calculadora de carbono calcule quanto carbono sai de sua casa. Este site te dará uma resposta em quantidades de árvores que você deve plantar.
2º - Depois de saber quantas árvores você tem que plantar para neutralizar o carbono acesse o site Click Árvore faça o seu cadastro e plante as arvores clicando na imagem PLANTAR.
3° - Tem também o site gringo The Rain Florest no esqueme clique e plante. Ajude a protejer os ecossistemas naturais.
E pronto sua casa estará neutralizando o carbono emitido por ela... Agora você fez dela carbon free também.
Pratique o que você prega.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

RapidShare multado em 34 milhões de dólares



Por Peçanha


A corte regional de Hamburgo, na Alemanha, multou o site de troca de arquivos RapidShare por hospedar músicas ilegalmente. De onde eles tiraram essa ideia de conteúdo pirata no RapidShare? Eu jurava que os quase 3 milhões de usuários do site compartilhavam somente fotos de família e filmes caseiros feitos em celular. Que “surpresa”.

Processados pela GEMA, uma instituição que representa 65 mil compositores e músicos ao redor do mundo, a RapidShare ainda será obrigada a impedir que qualquer uma das 5 mil músicas do acervo da entidade sejam disponibilizadas em seu site, uma tarefa bem difícil, já que muitas vezes essas músicas são enviadas em arquivos .zip com senha.

Toda vez que um julgamento como esse acontece eu sempre tenho a impressão de que algo está muito errado ou alguém está recebendo muito bem para isso (o que também é errado). Como você pode culpar um site de hospedagem de arquivos pelo conteúdo que outras pessoas colocam nele? É uma discussão que já dura anos, mas geralmente quem sai ganhando são as grandes gravadoras e empresas do setor.

Então, vocês acham esse tipo de sentença justa?

Link: Ouch! German Court Slams Rapidshare With $34 Million Fine (TechCrunch)

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Industrial Virtual Reality Expo & Conference (IVR Expo 2009)

Começou no Japão a Industrial Virtual Reality Expo & Conference (IVR Expo 2009) no Tokyo International Exhibition Center(Tokyo Big Sight). A exposição vai do dia 24 ao dia 26 deste mês. Veja uma amostra do que se pode ver por lá.






O deslocamento da libido para o social e a mídia

Entre as mudanças ocorridas nas famílias a partir dos anos 60 está a perda do seu poder regulador, da privacidade do casal e uma hipótese preocupante: a mídia passa a ter função de juízo crítico.

Por Rubens Zaidan

O telefone da Redação de uma emissora de tevê toca insistentemente. Do outro lado, uma voz ansiosa.

"É o seguinte: tem um vizinho ameaçando a minha família. Ele bebe muito, não gosta do barulho das crianças. Discutimos várias vezes e agora ele ameaça invadir minha casa. Vocês podem mandar uma equipe pra cá?"

O jornalista, surpreso, dividindo a atenção entre a conversa e o texto incompleto, teve calma suficiente para perguntar:

- Você chamou a polícia?

- Polícia?! Não, ainda não!

- A gente só faz reportagem e registra o que está acontecendo. E se ainda você corre perigo de sofrer uma agressão, tem que chamar a polícia.

O diálogo, rigorosamente verdadeiro, é mais um pequeno exemplo da importância da mídia, no dia–a–dia das pessoas. Batendo na mesma tecla, mas em outro tom, é importante refletir sobre o papel e a função dos veículos de circulação e comunicação de massa.

E para cada um de nós, como fica a função da mídia dentro de nossas cabeças? Até que ponto mexe com a nossa privacidade? Com as referências familiares e sociais?
O que se sabe é que todo dia estamos "respondendo" de alguma forma aos estímulos, propostas e "ordens" dessa indústria cultural " especialmente a tevê " que nos induz a adotar um novo bordão (lembra dos bordões que Jô Soares e Chico Anysio criaram ao longo dos anos?) ou utilizar um tipo de roupa, de carro. Sem contar, os modismos criados pelas telenovelas, que se infiltram subliminarmente no inconsciente. Basta observar como as tramas da novela das oito da Globo acabam sendo referência para pessoas que vivem problemas semelhantes aos dos protagonistas.

Novela com muita separação de casais, por exemplo, é batata. Logo, logo, uma porção de gente acaba indo pelo mesmo caminho. Quantos divórcios ou desquites, não teria provocado na época "Malu Mulher", por exemplo, que escancarou a justa bandeira dos direitos femininos? Daí a tentativa (não aceitável) de controle político do veículo por todos os governos por causa da eficiência do sistema audiovisual.

Já pensou usá–lo para fazer uma "revolução cultural" no País, com programas educacionais? Quem gosta desse assunto, não pode deixar de ver o filme "Boa Noite, Boa Sorte", dirigido pelo ator George Clooney, que mostra a importância de uma equipe de jornalistas da CBS, liderados pelo âncora Ed Murrow, na luta contra o famigerado senador Joseph McCarthy, que via comunistas em todo lugar.

José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, "que durante décadas implantou a Rede Globo e criou o exaustivamente copiado 'padrão Globo de qualidade'", é um dos poucos homens de mídia que sabia exatamente o que estava fazendo: "condicionando" platéias e cativando audiências.

Plim…Plim… associa a imagem da Globo, com som marcante, cores quentes, tal qual um Pavlov moderno, que se socorreu em Skinner também (conscientemente), para gerar comportamentos desejados. A emissora sempre procurou cumprir o que prometia para não frustrar o telespectador. Prometia um presentinho e sempre dava para criar hábito e dependência. O telespectador, é bom lembrar, é bombardeado também pelos técnicos de publicidade, que associam os produtos em promoção nos comerciais a imagens prazerosas (comida, sexo, belas paisagens) para aumentar o consumo.

Vance Packard, no clássico, "Arte de Convencer", explica como é possível a pessoa comprar um refrigerante ou uma marca de cerveja induzido, inconscientemente, pela carência de carinho, sexo ou poder. Atualmente, a publicidade vende também a inclusão social e os segundos de celebridade.

O próprio Boni acreditava que os modismos criados pela TV eram temporários e não ameaçavam a "integridade" dos telespectadores. Será?

A coisa se complica quando a gente aprofunda um pouco mais o papo e verifica que a mídia tem tudo para ocupar um dos conceitos que a Psicanálise chamou de "constelação familiar". A TV pode tomar o lugar, na mente das pessoas, do pai, mãe ou parentes íntimos?

Teses de especialistas mostram que entre as mudanças ocorridas nas famílias a partir dos anos 60 está a perda do seu poder regulador, da privacidade do casal e o que é mais preocupante: há uma hipótese de que a mídia passa a ter função de juízo crítico.

E por aí vai: nos anos 70 a publicação da intimidade familiar e de lá para frente, veio a publicação da vida íntima, privada e particular. É uma coisa complicada, para especialistas que acreditam no deslocamento da libido para o social e os meios de comunicação… Com a chegada da internet então, surge mais uma tecnologia a se apropriar das atividades imaginárias.

Da próxima vez que assistir TV, mexer no computador, desconfiar de uma manchete esquisita, não se esqueça, portanto, de que nem tudo é o que parece. Principalmente no mundo encantado das mídias.

Por que não criamos um banco open source?

Imagine um banco comum. Mas como uma diferença: um banco open source, para praticar um capitalismo colaborativo, sem fins lucrativos. Um Wikibanco, onde o correntista é também acionista.

Por Roberto Cassano

Basta pôr a cabeça para fora de nossas janelas para percebermos que estamos cercados de instituições falidas. O comunismo nunca veio e já foi. Nosso Governo, nosso modelo republicano constitucional foi milimetricamente projetado para nunca, jamais, funcionar direito. O capitalismo está aí, firme e forte nos drive–thrus piscantes e nas crianças cheirando cola. As ONGs sofrem, em geral, de uma brutal miopia. Só enxergam o que querem, ou se afundam numa utopia disfuncional.

Só uma coisa parece funcionar, pelo menos para quem, como eu, acompanha de perto tanto o mundo dos flanelinhas nas calçadas como o universo virtual da internet: a criação colaborativa. O Wikimundo.

A Wikipedia, enciclopédia aberta em que qualquer um pode alterar ou inserir conteúdo e que qualquer um pode consultar e reproduzir, é apenas um dos mais recentes exemplos de um capitalismo sem fins lucrativos. Um capitalismo colaborativo. Desde seu nascimento, a World Wide Web tem dependido tanto dos bilhões de dólares que escoam pelas bolsas de valores como do esforço de abnegados visionários que criam as coisas não (só) pensando em ficar rico, mas em compartilhar coisas legais. Em permitir que o mundo (afinal, SEU mundo) seja melhor. Mais simples. Mais rápido. Mais bonitinho. Mais cool.

Nenhum desses grupos - da força–tarefa por trás do DIVx, o equivalente ao MP3 para filmes e vídeos aos pingüins fanáticos do Linux - abre mão das mecânicas capitalistas. Todos têm uma paixão inata por tecnologia e pelas maravilhas da grande indústria. Todos usam marketing, e, à medida em que se profissionalizam, acabam por constituir empresas praticamente comuns.

Neste ponto, muitos são cooptados pela máxima perversa do “o objetivo é o lucro”, ou pela raiz–de–muitos–males do “retorno máximo para o acionista”. Mas nem sempre é assim. E nem precisa ser. É possível obter o lucro sem explorar o próximo. É possível gerar riqueza e distribuí–la. É possível que esse “acionista” seja a gente.

Imagine um Wikibanco. Para todos os efeitos, um banco comum. Tem produtos, serviços, tecnologia, recolhe o dinheiro de seus correntistas e o aplica em empresas, manipula em títulos, mercados. Enfim, um banco. Digamos que, como todo banco nesse País, ele dê, sei lá, R$ 1 bilhão de lucro no final do ano. O que fazer com esse dinheiro? Lembre–se que, como falamos de lucro, todos aqueles que trabalham na operação já receberam seus (justos) salários. Não estou propondo filantropia aqui. Trabalhou, ganhou.

E aí? Um banco normal reinvestiria parte dessa bolada e outra parte seria embolsada por seus acionistas (em geral, uma família trilhardária e centenas de pequenos investidores). Mas poderia ser diferente. E se essa grana toda (fora o reinvestimento) fosse toda distribuída a seus milhares de correntistas? Teríamos aí a figura do correntista–acionista. E nada mais justo! É o dinheiro dos correntistas que faz o banco. Com esse retorno acabaríamos chegando, por um equilíbrio natural, a valores justos de tarifas, serviços etc. Um banco do bem.

Será que ele funcionaria? Será que a ânsia colaborativa dos correntistas–acionistas permitiria que ele fosse lucrativo? Será que os administradores (eleitos ou auto–impostos como o pai da Wikipedia) resistiriam à tentação de embolsar algum dindim a mais? Só tentando.

É possível ser ético. É possível fazer o bem. A gente só não está acostumado a isso. Mas se dá para fazer até um banco que gera e distribui riqueza, que seja eficiente (mais uma vez). Não proponho caridade. Não é o Banco da Providência. O ser humano tem um DNA complicado demais pra viver de esmola). Se até um banco pode ser do bem, todo o resto é possível.

É só fazer. Chega de cooperativas de catadores de conchas. A gente pode ir mais longe. Alguém se habilita? A idéia é open source, isto é, livre para quem quiser tocar. E fazer o mundo um pouco melhor. E um pouco mais cool.

Prototype Widdooo

Veja esse site com pinturas feita com uma técnica daquelas de Jardim de Infância onde se espalha tinta com água. veja mais no site Prototype Widdooo.